Advertisement

Language and Pain in the Landless Workers’ Movement (MST) in Brazil

  • Claudiana Nogueira de AlencarEmail author
  • Sandra Maria Gadelha de Carvalho
  • José Ernandi Mendes
Living reference work entry

Abstract

In recent years, the Landless Workers’ Movement (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, MST) has become part of a larger group, the M21 movement. The M21 movement gets its name from one of the activist martyrs of state assassination, Jose Maria Filho, who was fighting against the fact that agribusiness was using toxic chemicals as pesticides. The M21 is a movement against agribusiness, government collaboration with landowners, and efforts to deprive people of lands that are rightfully theirs. It consists of 33 communities impacted by this invasion of agribusiness. Prior to each M21 meeting, the landless hold a ritual, where one group represents their experiences on a central stage, in a ceremony laden with symbols, religion, music, and dance, as well as banners, to express the work that they have been doing since the previous meeting or the work that they aim to do to improve their circumstances. This chapter is an attempt to provide an insightful account on how this subject emerges in speech acts from that ceremony and narrating pain. Drawing from the author’s ethnography in Limoeiro do Norte and focusing on events such as “the homage to the martyrs,” the author explains how the narratives of the landless were shaped by violence and trauma. Based on insights from the critical languages studies, an attempt is made to explore the relations between language and pain with emphasis on the social role of linguistics and its contributions to a better understanding of social life.

Keywords

Critical language studies Decolonial studies MST Pragmatics Language-game M21 movement 

Notes

Publisher’s note:

Springer Nature remains neutral with regard to jurisdictional claims in published maps and institutional affiliations.

References

  1. Alencar, C. (2009). Por uma Pragmática cultural: cartografias descoloniais e gramáticas culturais em jogos de linguagem do cotidiano. Projeto de Pesquisa. Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Universidade Estadual do Ceará. Fortaleza.Google Scholar
  2. Alencar, C. (2014). Pragmática Cultural: uma visada antropológica sobre os jogos de linguagem. In: D. Silva, C. Alencar, D. Ferreira (Orgs.), Nova Pragmática: modos de fazer (pp. 78–100). São Paulo: Cortez.Google Scholar
  3. Alencar, C. (2015a). Na periferia dos estudos da linguagem: práticas culturais discursivas do Movimento Sem Terra. Revista Passagens, Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará, 6(1), 72–92.Google Scholar
  4. Alencar, C. (2015b). Pragmática cultural: uma proposta de pesquisa-intervenção nos estudos críticos da linguagem. Discurso: sentidos e ação, São Paulo, Universidade de Franca, v.10, 141–162. Retrieved from web page: http://www.unifran.edu.br/wp-content/uploads/2016/09/vers%C3%A3o-onlineCole%C3%A7%C3%A3o-Mestrado-em-Lingu%C3%ADstica-Vol.-10.pdf. Accessed 5 July 2017.
  5. Alencar, C. N., Carvalho, S. M. G., & Mendes, J. E. (2015). Práxis educativa e discursiva no Movimento 21: transgressões de fronteiras e hibridismo emancipatório. L&S Cadernos de Linguagem e Sociedade, 16, 160–175.Google Scholar
  6. Asad, T. (2000). Agency and pain: An exploration. Culture and Religion, 1(1), 29–60.CrossRefGoogle Scholar
  7. Austin, J. (1962). How to do things with words. Cambridge, MA: Harvard University Press.Google Scholar
  8. Bernat, I. (2009). Os acampamentos e assentamentos do MST como expressão do conflito capital x trabalho. Luta pela terra e identidade campesina na área de influência da Brigada Salvador Allende, Região Noroeste do Estado do Paraná In: Revista Pegada – vol. 10 n.2 1 dezembro.Google Scholar
  9. Bezerra Neto, L. (1999). Sem-Terra aprende e ensina: estudo sobre as práticas educativas do movimento dos trabalhadores rurais. Campinas: Autores Associados.Google Scholar
  10. Boff, L. (1998). Alimentar nossa Mística. Mística: uma necessidade no trabalho popular e organizativo. Caderno de Formação (20–46). São Paulo: MST, n.27.Google Scholar
  11. Carvalho, S. M. G., & Mendes, J. E. (2014). Práxis educativa do Movimento 21 na resistência ao agronegócio. Interface Journal, 6(8), 45–73.Google Scholar
  12. Das, V. (2007). Life and words: violence and the descent into the ordinary. Berkeley: University of California Press.Google Scholar
  13. de Niemeyer, C. B. (2006). Contestando a governança global: a Rede Transnacional de Movimentos Sociais Via Campesina e suas relações com a FAO e OMC. 2006. Dissertação (Mestrado) Pontifícia Universidade Católica, Rio de Janeiro.Google Scholar
  14. Dick, M. V. d. P. A. (1990). A motivação toponímica e a realidade brasileira. São Paulo: Edições Arquivo do Estado.Google Scholar
  15. do Bonfim, M. A. L. (2011). Queres Saber como Fazer Identidades com Palavras? uma análise em pragmática cultura da construção performativa do sem terra assentado no MST-CE. Dissertação (Mestrado em Linguística Aplicada), Universidade Estadual do Ceará -UECE Fortaleza.Google Scholar
  16. Dussel, E. (1997). Filosofía de Liberación. México: Edicol. 1977. Tradução em português: Teologia da Libertação: Um Panorama de seu Desenvolvimento. Petrópolis-RJ: Vozes.Google Scholar
  17. Dussel, E. (2001). Hacia una Filosofía Política Crítica. Bilbao: Desclée de Brouwer.Google Scholar
  18. Fanon, F. (1979). Os Condenados da Terra (2nd ed.). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.Google Scholar
  19. Freire, P. (1970). Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro. Paz e Terra.Google Scholar
  20. Freire, P. (2006). A importância do ato de ler (em três artigos que se completam). São Paulo: Cortez/Autores Associados.Google Scholar
  21. Grosfoguel, R. (2009). Para descolonizar os estudos de economia política e os estudos pós-coloniais: Transmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global In: B. d. S. Santos & M. P. Meneses (Orgs.), Epistemologias do Sul. Coimbra: Edições Almedina.Google Scholar
  22. Harris, R. (1981). The Language Myth. London: Duckworth.Google Scholar
  23. Maturana, R. H. (1998). Emoções e linguagem na educação e na política. Belo Horizonte: UFMG.Google Scholar
  24. Mignolo, W. (2000). Local histories/global designs: Essays on the coloniality of power, subaltern knowledges and border thinking. Princeton: Princeton University Press.Google Scholar
  25. MST (2016). MST recebe solidariedade internacional de organizações e militantes. http://www.mst.org.br/2016/11/07/mst-recebe-solidariedade-internacional-de-organizacoes-e-militantes.html. Accessed 20 Dec 2017.
  26. Pontes, A. G. V. et al. (2013). Os perímetros irrigados como estratégia geopolítica para o desenvolvimento do semiárido e suas implicações à saúde, ao trabalho e ao ambiente. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 18, n. 11, 3213–3222.Google Scholar
  27. Prada, P. (2017). Why Brazil has a big appetite for risky pesticides. Reuters Investigates. Retrieved from webpage: http://www.reuters.com/investigates/special-report/brazil-pesticides/. Accessed 11 Mar 2017.
  28. Quijano, A. (1989). Paradoxes of Modernity in Latin America. International Journal of Politics, Culture, and Society, 3(2), 147–177.CrossRefGoogle Scholar
  29. Quijano, A. (2005). Colonialidade do poder, eurocentrismo e América latina. In: E. Lander (Org.), A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais (pp. 227–278). Buenos Aires: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO).Google Scholar
  30. Quijano, A. (2009). Colonialidade do poder e classificação social. In: B. d. S. Santos & M. P. Meneses (Orgs.), Epistemologias do Sul. Coimbra: Edições Almedina S.A.Google Scholar
  31. Rajagopalan, K. (2003). Por uma lingüística crítica: linguagem, identidade e questão ética. São Paulo: Parábola Editorial.Google Scholar
  32. Silva, D., & Alencar, C. (2014). Violência e significação: uma perspectiva pragmática In: D. Silva, C. Alencar, D. Ferreira (Orgs.), Nova Pragmática: modos de fazer. São Paulo: Cortez.Google Scholar
  33. Stédile, J. P., & Sérgio, F. (1993). A luta pela terra no Brasil. São Paulo: Página Aberta.Google Scholar
  34. Via Campesina do Brasil. (2002). Histórico, natureza e linhas políticas internacionais: cartilha da Via Campesina. São Paulo: Mimeo.Google Scholar
  35. Viveiros de Castro, E. (2002). O nativo relativo. Mana, Rio de Janeiro, 8(1), 113–148.Google Scholar
  36. Wittgenstein, L. (1958). Philosophical Investigations. Bilíngue Alemão/Inglês. G.E.M. Anscombe & Rush Rhees (eds.), Translation: G.E.M. Anscombe. Oxford: Blackwell.Google Scholar
  37. Wittgenstein, L. (1975). Investigações Filosóficas. Translation: José Carlos Bruini. São Paulo, Nova Cultural (Os Pensadores).Google Scholar
  38. Wittgenstein, L. (1981). Tractatus Logico-Philosophicus. Transl. by D. F. Pears & B. F. McGuinness. With the Introduction by B. Russell. London: Routledge & Kegan Paul.Google Scholar

Copyright information

© Springer Nature Switzerland AG 2019

Authors and Affiliations

  • Claudiana Nogueira de Alencar
    • 1
    Email author
  • Sandra Maria Gadelha de Carvalho
    • 1
  • José Ernandi Mendes
    • 1
  1. 1.Universidade Estadual do Ceará, UECEFortalezaBrazil

Personalised recommendations