Advertisement

Ecological Engagement and Educational Practices: An Experience in the Context of a Public Policy Implementation on the Protection of Children Victims of Sexual Abuse and Ill-Treatment

  • Jéssica Ortega Ventura
  • Natália Abido Valentini
  • Paola Biasoli Alves
Chapter

Abstract

This chapter presents research data on educational practices in families with children victims of sexual abuse or ill-treatment, who have been hosted in a reporting institution context for investigation and protection of children and adolescents in a Brazilian capital. The methodology of Ecological Engagement proposed in the Bioecological Model of Human Development was used to obtain the data, organizing the research in two moments: (1) the researcher’s participation in the routine activities of the institution, knowing and following the procedures performed, recorded in the field diary, and (2) the application of a semi-structured interview script, the Inventory of Parenting Styles—IEP (Gomide, Inventário de Estilos Parentais—IEP: Modelo teórico, manual de aplicação, apuração e interpretação, Rio de Janeiro, 2011) and an emotions and behaviors descriptor of the participating families. In all, six mothers participated, two of the boys with physical abuse reports and four of them were mothers of girls with sexual abuse reports. The information show that all families present risky educational practices, with a lot of physical punishment, few explanations, and inconstant monitoring of children, even though the beliefs and related values were based, in the ideal field, on more collaborative practices that would stimulate their autonomy and protection. The work carried out in the institution researched has protective aspects regarding the team constant dialogue and the search for continuous training and effective practices in the production of material related to the reports. However, it was also possible to identify the existence of many personal beliefs and values in the activities carried out by the members of the team with the families, as well as judgments and determinations regarding child and family development based on reports of abuse and ill-treatment. The Ecological Engagement allowed the integration of the Process, Person, Context, and Time aspects in the research, achieving the desired ecological validity. It showed the development movement of those involved in a dynamic and interlaced way, highlighting aspects of risk and protection, besides having favored the presentation of future interventions in the institution context for all involved.

Keywords

Educational practices Ecological engagement Risk and protection in childhood 

References

  1. Afonso, T., Silva, S. S. C., Pontes, F. A. R., & Koller, S. H. (2015). O uso do diário de campo na inserção ecológica em uma família de uma comunidade ribeirinha amazônica. Psicologia & Sociedade, 27(1), 131–141.CrossRefGoogle Scholar
  2. Biasoli-Alves, Z. M. M. (1995). Família, socialização e desenvolvimento: as práticas de educação da criança (Tese de livre docência). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, Brasil.Google Scholar
  3. Bispo, E., Luz, F., Gadelha, G., & Paiva, L. (2011). Metodologia do PAIR. In Secretária de Direitos Humanos. Material Didático—Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento da Violência Sexual Infantojuvenil no Território Brasileiro – Pair – Conteúdos para capacitação (pp. 105–123). Recuperado em 15 de janeiro de 2019, de http://pair.ledes.net/gestor/titan.php?target=openFile&fileId=1108
  4. Bronfenbrenner, U. (1994). Ecological models of human development. In T. Husen & T. N. Postlethwaite (Eds.), International encyclopedia of education (Vol. 3, 2nd ed., pp. 1643–1647). Oxford: Elsevier.Google Scholar
  5. Bronfenbrenner, U. (1999). Environments in developmental perspective: Theoretical and operational models. In S. L. Friedman & T. D. Wachs (Eds.), Measuring environment across the life span: Emerging methods and concepts (pp. 3–28). Washington, DC: American Psychological Association Press.CrossRefGoogle Scholar
  6. Bronfenbrenner, U., & Morris, P. (1998). The ecology of developmental processes. In W. Damon (Ed.), Handbook of child psychology (Vol. 4, pp. 993–1207). New York: Wiley.Google Scholar
  7. Cecconello, A. M., De Antoni, C., & Koller, S. H. (2003). Práticas educativas, estilos parentais e abuso físico no contexto familiar. Psicologia em Estudo, 8, 45–54.CrossRefGoogle Scholar
  8. Cecconello, A. M., & Koller, S. H. (2003). Inserção ecológica na comunidade: Uma proposta metodológica para o estudo de famílias em situação de risco. Psicologia: Reflexão e Crítica, 16(3), 515–524.Google Scholar
  9. Constituição da República Federativa do Brasil de (1988). Brasília. Recuperado de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
  10. Darling, N., & Steinberg, L. (1993). Parenting style as a context: An integrative model. Psychological Bulletin, 113(3), 487–496.CrossRefGoogle Scholar
  11. De Antoni, C., & Koller, S. H. (2001). O psicólogo ecológico no contexto institucional: Uma experiência com meninas vítimas de violência. Psicologia: Ciência e Profissão, 21(1), 14–29.Google Scholar
  12. Fonseca, F. F., Sena, R. K. R., Santos, R. L. A., Dias, O. V., & Costa, S. M. (2013). As vulnerabilidades na infância e adolescência e as políticas públicas brasileiras de intervenção. Revista Paulista de Pediatria, 31(2), 258–264.CrossRefGoogle Scholar
  13. Gomide, P. I. C. (2011). Inventário de Estilos Parentais—IEP: Modelo teórico, manual de aplicação, apuração e interpretação (2ª ed.). Rio de Janeiro: Vozes.Google Scholar
  14. Habigzang, L. F., Ramos, M. S., & Koller, S. H. (2011). A revelação do abuso sexual: As medidas adotadas pela rede de apoio. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 27(4), 467–473.Google Scholar
  15. Hart, C. H., Nelson, D. A., Robinson, C. C., Olsen, S. F., & McNeilly-Choque, M. K. (1998). Overt and relational aggression in Russian nursery-school-age children: Parenting style and marital linkages. Developmental Psychology, 34(4), 687–697.CrossRefGoogle Scholar
  16. Hohendorff, J. V., Habigzang, L. F., & Koller, S. H. (2015). Psicoterapia para crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no sistema público: Panorama e alternativas de atendimento. Psicologia: Ciência e Profissão, 35(1), 182–198.Google Scholar
  17. Hutz, C. S., & Koller, S. H. (1999). Methodological and ethical issues in research with street children. New Directions for Child and Adolescent Development, 1999(85), 59–70.CrossRefGoogle Scholar
  18. Junqueira, M. F. P. S., & Deslandes, S. F. (2003). Resiliência e maus-tratos à criança. Cadernos de Saúde Pública, 19(1), 227–235.CrossRefGoogle Scholar
  19. Lei n° 8.069, de 13 de julho de. (1990). e legislação correlata. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara. Recuperado de http://www.crianca.mppr.mp.br/arquivos/File/publi/camara/estatuto_crianca_adolescente_9ed.pdf
  20. Lei n° 8.742, de 7 de dezembro de. (1993). Dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências. Recuperado de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8742compilado.htm
  21. Lordello, S. R., & Oliveira, M. C. S. L. (2012). Contribuições conceituais e metodológicas do Modelo Bioecológico para a compreensão do abuso sexual intrafamiliar. PSICO, 43(2), 260–269.Google Scholar
  22. Macedo, D. M., Foschiera, L. N., Bordini, T. C. P. M., Habigzang, L. F., & Koller, S. H. (2019). Revisão sistemática de estudos sobre registros de violência contra crianças e adolescentes no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 24(2), 487–496.CrossRefGoogle Scholar
  23. Marchi, R. C., & Sarmento, M. J. (2017). Infância, normatividade e direitos das crianças: Transições contemporâneas. Educação & Sociedade, 38(141), 951–964.CrossRefGoogle Scholar
  24. Meireles, L. V. G., & Carvalho, T. S. S. (2018). O abuso sexual infanto-juvenil em interface com as redes de enfrentamento: Uma revisão sistemática. Revista Campo do Saber, 4(4), 51–66.Google Scholar
  25. Morais, N. A., & Koller, S. H. (2004). Abordagem ecológica do desenvolvimento humano, psicologia positiva e resiliência: Ênfase na saúde. In S. H. Koller (Org.), Ecologia do desenvolvimento humano: Pesquisas e intervenção no Brasil (pp. 91–107). São Paulo: Casa do Psicólogo.Google Scholar
  26. Moré, C. L. O. O. (2015, julho). A “entrevista em profundidade” ou “semiestruturada”, no contexto da saúde: Dilemas epistemológicos e desafios de sua construção e aplicação. Atas do Congresso Ibero-Americano em Investigação Qualitativa, Aracaju, SE, Brasil, 4. Recuperado de https://proceedings.ciaiq.org/index.php/ciaiq2015/article/view/158
  27. Morelli, A. J., Silvestre, E., & Gomes, T. M. (2000). Desenho da política dos direitos da criança e do adolescente. Psicologia em Estudo, 5(1), 65–84.CrossRefGoogle Scholar
  28. Passetti, E. (1999). Crianças carentes e políticas públicas. In M. D. Priore (Org.), História das crianças no Brasil (pp. 347–375). São Paulo: Contexto.Google Scholar
  29. Pesce, R. (2009). Violência familiar e comportamento agressivo e transgressor na infância: Uma revisão da literatura. Ciência & Saúde Coletiva, 14(2), 507–518.CrossRefGoogle Scholar
  30. Política Nacional de Assistência Social—PNAS. (2004). Recuperado de https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf
  31. Prati, L. E., Couto, M. C. P. P., Moura, A., Poletto, M., & Koller, S. H. (2008). Revisando a Inserção Ecológica: Uma proposta de sistematização. Psicologia: Reflexão e Crítica, 21(1), 160–169.Google Scholar
  32. Rooke, M. I., & Pereira-Silva, N. L. (2012). Resiliência familiar e desenvolvimento humano: Análise da produção científica. Psicologia em Pesquisa, 6(2), 179–186.CrossRefGoogle Scholar
  33. Sampaio, I. T. A. (2007). Inventário de Estilos Parentais (IEP): Um novo instrumento para avaliar as relações entre pais e filhos. Psico-USF, 12(1), 125–126.CrossRefGoogle Scholar
  34. Santos, B. R., & Ippolito, R. (2009). Guia de referência: Construindo uma cultura de prevenção à violência sexual. São Paulo: Childhood Brasil.Google Scholar
  35. Sarmento, M. J. (2008). Sociologia da infância: Correntes e confluências. In M. J. Sarmento & M. C. S. Gouvêa (Orgs.), Estudos da Infância: educação e práticas sociais (pp. 17–39). Petrópolis: Vozes.Google Scholar
  36. Tomazzetti, C. M., & Silva, I. F. (2012). Por uma filosofia da educação infantil: A infância e suas crianças. In B. S. Grando, D. C. Carvalho, & T. L. Dias (Orgs.), Crianças—Infâncias, culturas e práticas educativas (pp. 105–125). Cuiabá: EdUFMT.Google Scholar
  37. Tudge, J. (2008). A teoria de Urie Bronfenbrenner: Uma teoria contextualista? In L. V. C. Moreira & A. M. A. Carvalho (Orgs.), Família e educação: olhares da psicologia (pp. 209–231). São Paulo: Paulinas.Google Scholar

Copyright information

© Springer Nature Switzerland AG 2019

Authors and Affiliations

  • Jéssica Ortega Ventura
    • 1
  • Natália Abido Valentini
    • 1
  • Paola Biasoli Alves
    • 1
  1. 1.Universidade Federal de Mato GrossoCuiabáBrazil

Personalised recommendations